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A importância do planejamento para o sucesso de um projeto de eficiência energética.

Atualizado: 21 de Jun de 2018

Quanto tempo você gasta planejando uma ação antes de executa-la? Quantas vezes você já se viu obrigado a refazer algo pois deixou de considerar algum aspecto que parecia não ser importante? ou quantas vezes você já pensou: Se der algum problema eu resolvo quando acontecer?



Essas e outras perguntas, servem para mostrar uma característica cultural e até do próprio comportamento humano, durante os anos que trabalhei na indústria automotiva, tive a oportunidade de desenvolver produtos para montadoras, Italiana, Japonesas, Americanas e Francesas e cada uma delas realizava o planejamento de uma forma, enquanto algumas desenvolviam um projeto em pouco mais de um ano outras demoravam cinco vezes mais, o resultado final era o mesmo, o lançamento do veículo, porém a quantidade de retrabalho, alterações, revisões e por consequência recursos desperdiçados era muito maior nos projetos de curto prazo.


Ao migrar para o mercado de eficiência energética a pouco mais de 4 anos, eu percebi que as coisas seguiam o mesmo padrão, vivenciei várias vezes um produto indo errado para o cliente, o projeto de execução infactível ou obsoleto , ou até mesmo um resultado entregue que era totalmente diferente do esperado pelo cliente.


Foi então que percebi que a falha não estava nas atividades de planejamento em si, elas ocorriam bem no inicio do projeto, e estavam relacionadas ao que chamo de 3 fundamentos do planejamento.


Os 3 fundamentos do planejamento

Planejar, envolve traçar um roteiro, um "plano de voo" que guiará todas as partes envolvidas no projeto durante a execução afim de se alcançar os objetivos estipulados. Para que se possa realizar um bom planejamento, é preciso conhecer os 3 fundamentos básicos:


#1 O que fazer


Trata-se de entender exatamente qual o resultado esperado do projeto, o que precisa ser entregue para que haja sucesso do ponto de vista das partes interessadas.


Em gerenciamento de projetos, utilizando as boas prática do PMBOK - PMI, estas informações estão contidas no termo de abertura do projeto (Project Chart) e na declaração do escopo (Scope Statement), mas podem estar presentes em outros documentos.


Durante a fase de definição do "o que fazer" alguns erros devem ser evitados, entre eles:


  • O Beneficiário do projeto, na maioria das vezes não somo nós, portanto não devemos supor o que a parte interessada deseja ou o que é bom ou deixa ser, não tenha medo de perguntar, é nesta etapa que precisamos compreender quais são as dores do cliente, e qual sua expectativa. As respostas obtidas podem requerer interpretações, boa parte dos clientes tem dificuldades em expressar seus requisitos pois muitas vezes não os tem muito claro, só se sabe que existe uma dor.

  • Muitas pessoas, acreditam que adicionar um bônus ao projeto é um benéfico, em alguns casos isso até pode ser verdade, mas essa prática de "Golden Plating" na maioria das vezes, além de não agregar valor para o cliente desvia o foco da equipe dos reais requisitos.


Em projetos de eficiência energética, "o que fazer", geralmente está relacionado a objetivos claros de economia, redução de custos e de consumo de energia, mas podem existir outros aspectos tais como uma melhoria no processos produtivo ou até mesmo a necessidade de melhorar índices de iluminação no caso de sistemas de iluminação ou de pressão de ar de determinada máquina que utiliza o sistema de ar comprido da fábrica. Todos estes aspectos devem ser identificados pelo time do projeto.


#2 Como fazer


A partir do momento em que todos os requisitos foram levantados e estão devidamente compreendidos e validados pelas partes interessadas, chega o momento de definir quais as atividades serão necessárias para que se atinja todos os resultados esperados. Nesta etapa a equipe passa pelo filtro " Do or Buy" e estabelece as ferramentas e recursos necessários.


Em uma indústria por exemplo, os resultados de redução de consumo de energia e custo podem ser atingidos de várias formas, pode-se reprogramar a produção para que se diminua o consumo no horário de ponta, pode- se definir que determinada máquina será retrofitada ou substituída permitindo um acréscimo na produção com um consumo energético similar e por consequência um turno pode ser eliminado.


Perceba que para definir o "como fazer" existem várias possibilidade, cabe a equipe definir o melhor "caminho" seguindo as premissas de qualidade, custos e prazo do projeto.


#3 Critérios de aceitação


Os critérios de aceitação são indicadores criados para comprovar que determinada entrega ou que o resultado geral do projeto cumpriu os objetivos estipulados e que todos os requisitos do projeto foram alcançados.


Os critérios não podem ser subjetivos, devem ser mensuráveis e permitir de forma muito clara que tanto a equipe do projeto quanto o cliente possam se certificar de que os resultados foram alcançados.


No caso de um projeto de eficiência energética em um hotel por exemplo, cujo resultado esperado é uma redução de consumo de energia elétrica utilizada para manutenção das piscinas de 30%, o critério de aceitação para comprovar se o requisito foi cumprido pode ser :


Obter resultados provenientes de medição com equipamentos adequados que comprovem consumo energético nominal 30% inferior em período similar ao medido anteriormente, mantendo-se a qualidade da água das piscinas do hotel.


Perceba que o critério estabelece todas as condições necessárias para que o resultado seja avaliado e aprovado ou não.


A AEG Engenharia, é especialista em soluções para eficiência energética, não apenas realizamos os projetos de eficientização mas também ajudamos nossos clientes a entenderem o perfil energético de seus negócios o que lhes possibilita estabelecer requisitos claros, objetivos e factíveis.


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AEG Engenharia 2018

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